15 de Agosto de 2010

Menos Tempo Para a MS

No inicio deste ano, exactamente no dia de ano novo, o meu antigo portátil foi vítima de uma descarga eléctrica e a motherboard morreu. Uma motherboard nesse estado significa uma coisa só: computador novo. Não há volta a dar. Pensei então que tinha chegado a altura de me virar para os MAC. Mas voltei atrás porque não sou fashion victim e porque o mundo da Apple é feito de bons negócios mas essencialmente para a marca. E assim, sem nenhuma escolha, comprei um novo portátil com um ubíquo MS Windows. Calhou-me o Windows 7, versão 64 bit. Fiquei um pouco apreensivo com os 64 bit mas depressa descobri que o mundo do software estava todo a adoptar a tecnologia e que, afinal, tal não era um problema. Mas apesar do computador ser novo, o processador de gama média-alta e a memória generosa, o fabricante tinha feito o favor de encher o sistema de bloatware, isto é, de coisas mais ou menos vistosas mas inúteis e péssimas para a performance. Depois de me livrar de muitas dessas preciosidades fiquei com uma máquina, pensava eu, mais emagrecida. Mas o desempenho do Windows 7 foi sempre mau desde o início que logo comecei a ter saudades do tão mal afamado Vista. É verdade, o Vista, comigo portou-se sempre bastante bem. Nestas últimas semanas comecei a perder a paciência com as actualizações que são muitas e muito frequentes, que literalmente quase que param o sistema, necessitam de restart (podes adiá-lo mas não te livras dele) e atrasam o encerramento e o inicio do sistema. Pensei então que sentido fazia ter o computador a trabalhar para a MS em vez de para mim já que quase todas a vezes que o ligo tenho de perder tempo. E foi assim que voltei a usar Linux, que também não é perfeito mas que em desempenho bate o Windows 7. Há uns anos gastei muito tempo a aprender Linux mas hoje é tempo ganho. Tanto que praticamente já não ligo o 7.

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